2008-01-11
Estufa Natura - Nascimento
Na Escola Básica 2,3/S de Macedo de Cavaleiros, no ano lectivo de 2006/07, "nasceu" uma estufa pelas mãos de um grupo do 12ºB a, o Carlos, o Cláudio, a Dirce, o Fábio e o Tito. Este nascimento ocorreu no âmbito da disciplina de área de projecto. Os alunos propuseram-se a construir uma estufa para que a escola tivesse mais um recurso pedagógico alternativo. O “nascimento” da estufa não teria sido possível sem a ajuda preciosa do Sr. Agostinho.




2008-01-07
2008-01-03
A caminho do Vulcão El Reventador
I
Diante de mim se descortina o dia,
chegado no silêncio mais profundo.
Recordo, lá de baixo, os sons do mundo.
Absoluto contraste... Calmaria.
Tons violáceos se mesclam - tão bonito -
à névoa branca etérea - inconstante.
À distância vislumbro em breve instante
um rio, que serpenteia ao infinito.
De outros vulcões, os picos entre as nuvens.
Escarpas sóbrias, perfiladas linhas.
Beleza em que se mostra o próprio Deus.
Serenidade e paz imperturbáveis.
De humanas emoções, somente as minhas.
De humanos sentimentos, só os meus.
II
No breu da noite, avança a escalada,
à tênue luz, de pilhas - que se’esvai,
que ao lado mostra líquens - sempre iguais,
e ao longe, o negro, impenetrável nada.
Visões do dia, que o cansaço traz:
- a lava: mar de rocha que soterra
a mata exuberante desta serra;
- a chuva; - a lama; - e escarpas abissais.
Porém, cá em cima, a terra é uniforme.
Mundo de pedra e líquens, tão enorme...
que todo o mais que existe, eu quase esqueço.
A névoa então se abre e me revela,
como um buraco em meio ao céu de estrelas,
o imenso vulto negro... Estremeço!
André Carlos Salzano Masini
Biólogo português estuda crocodilos do Sahara
O biólogo português José Carlos Brito, da Universidade do Porto, está a preparar um projecto de investigação sobre os crocodilos que vivem em pequenas lagoas no deserto do Sahara, financiado com 20 mil euros pela National Geographic Society.
«Pode parecer um bocado estranho, mas há mesmo crocodilos no meio do deserto, são populações que sobreviveram à desertificação», afirmou hoje o investigador, em declarações à Lusa, recordando que «o Sahara não era um deserto há quatro ou cinco mil anos».
Estes animais vivem actualmente em pequenas lagoas, algumas apenas com 100 metros quadrados, nas montanhas do Tagant, na Mauritânia, onde José Carlos Brito chegará em Setembro para iniciar os trabalhos de campo.
Um dos principais objectivos desta investigação está relacionado com o processo de evolução destes animais ao longo dos últimos milhares de anos em que viveram em pequenos micro-habitats isolados.
«Vamos recolher amostras do máximo número possível de crocodilos para tentar perceber a evolução que houve (relativamente aos animais que ali ficaram isolados há quatro ou cinco mil anos)», salientou.
A bolsa de investigação, que a National Geographic atribuiu ao biólogo português, envolve um trabalho sobre a população de peixes, anfíbios e répteis existentes na Mauritânia, destacando-se a questão dos crocodilos como um objectivo específico.
«A ideia é fazer uma espécie de atlas da distribuição dos peixes, anfíbios e répteis em todo o território da Mauritânia», frisou o investigador, que acabou de chegar daquele país africano, naquela que foi a primeira viagem ao terreno para começar a preparar o trabalho que tem pela frente.
José Carlos Brito, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, prevê regressar à Mauritânia em Setembro de 2008 e na Primavera de 2009, em ambos os casos para permanências de dois meses e meio.
Este investigador é o primeiro português a receber duas bolsas de investigação da National Geographic, depois desta instituição lhe ter financiado, em 2004, um projecto sobre as lagartixas de dedos denteados.
Na sequência desse trabalho, que o levou a percorrer vários países da África Ocidental, José Carlos Brito publicou dois artigos científicos, que se juntaram aos mais de três dezenas de trabalhos que já publicou em várias revistas científicas mundiais.
Diário Digital / Lusa
02-01-2008 15:27:24
«Pode parecer um bocado estranho, mas há mesmo crocodilos no meio do deserto, são populações que sobreviveram à desertificação», afirmou hoje o investigador, em declarações à Lusa, recordando que «o Sahara não era um deserto há quatro ou cinco mil anos».
Estes animais vivem actualmente em pequenas lagoas, algumas apenas com 100 metros quadrados, nas montanhas do Tagant, na Mauritânia, onde José Carlos Brito chegará em Setembro para iniciar os trabalhos de campo.
Um dos principais objectivos desta investigação está relacionado com o processo de evolução destes animais ao longo dos últimos milhares de anos em que viveram em pequenos micro-habitats isolados.
«Vamos recolher amostras do máximo número possível de crocodilos para tentar perceber a evolução que houve (relativamente aos animais que ali ficaram isolados há quatro ou cinco mil anos)», salientou.
A bolsa de investigação, que a National Geographic atribuiu ao biólogo português, envolve um trabalho sobre a população de peixes, anfíbios e répteis existentes na Mauritânia, destacando-se a questão dos crocodilos como um objectivo específico.
«A ideia é fazer uma espécie de atlas da distribuição dos peixes, anfíbios e répteis em todo o território da Mauritânia», frisou o investigador, que acabou de chegar daquele país africano, naquela que foi a primeira viagem ao terreno para começar a preparar o trabalho que tem pela frente.
José Carlos Brito, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, prevê regressar à Mauritânia em Setembro de 2008 e na Primavera de 2009, em ambos os casos para permanências de dois meses e meio.
Este investigador é o primeiro português a receber duas bolsas de investigação da National Geographic, depois desta instituição lhe ter financiado, em 2004, um projecto sobre as lagartixas de dedos denteados.
Na sequência desse trabalho, que o levou a percorrer vários países da África Ocidental, José Carlos Brito publicou dois artigos científicos, que se juntaram aos mais de três dezenas de trabalhos que já publicou em várias revistas científicas mundiais.
Diário Digital / Lusa
02-01-2008 15:27:24
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