O biólogo português José Carlos Brito, da Universidade do Porto, está a preparar um projecto de investigação sobre os crocodilos que vivem em pequenas lagoas no deserto do Sahara, financiado com 20 mil euros pela National Geographic Society.
«Pode parecer um bocado estranho, mas há mesmo crocodilos no meio do deserto, são populações que sobreviveram à desertificação», afirmou hoje o investigador, em declarações à Lusa, recordando que «o Sahara não era um deserto há quatro ou cinco mil anos».
Estes animais vivem actualmente em pequenas lagoas, algumas apenas com 100 metros quadrados, nas montanhas do Tagant, na Mauritânia, onde José Carlos Brito chegará em Setembro para iniciar os trabalhos de campo.
Um dos principais objectivos desta investigação está relacionado com o processo de evolução destes animais ao longo dos últimos milhares de anos em que viveram em pequenos micro-habitats isolados.
«Vamos recolher amostras do máximo número possível de crocodilos para tentar perceber a evolução que houve (relativamente aos animais que ali ficaram isolados há quatro ou cinco mil anos)», salientou.
A bolsa de investigação, que a National Geographic atribuiu ao biólogo português, envolve um trabalho sobre a população de peixes, anfíbios e répteis existentes na Mauritânia, destacando-se a questão dos crocodilos como um objectivo específico.
«A ideia é fazer uma espécie de atlas da distribuição dos peixes, anfíbios e répteis em todo o território da Mauritânia», frisou o investigador, que acabou de chegar daquele país africano, naquela que foi a primeira viagem ao terreno para começar a preparar o trabalho que tem pela frente.
José Carlos Brito, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, prevê regressar à Mauritânia em Setembro de 2008 e na Primavera de 2009, em ambos os casos para permanências de dois meses e meio.
Este investigador é o primeiro português a receber duas bolsas de investigação da National Geographic, depois desta instituição lhe ter financiado, em 2004, um projecto sobre as lagartixas de dedos denteados.
Na sequência desse trabalho, que o levou a percorrer vários países da África Ocidental, José Carlos Brito publicou dois artigos científicos, que se juntaram aos mais de três dezenas de trabalhos que já publicou em várias revistas científicas mundiais.
Diário Digital / Lusa
02-01-2008 15:27:24
2008-01-03
2007-12-22
Pinheiro-Bravo
DESCRIÇÃO
O Pinheiro-bravo Pinus pinaster é uma árvore de grande porte, podendo atingir os 30 - 40 m de altura. O tronco tem uma casca espessa, de cor castanha avermelhada, profundamente fissurada. As folhas são agulhas, emparelhadas, de cor verde-escura, com 10-25 cm, rígidas e grossas.
Espécie monóica (isto é, o mesmo indivíduo tem flores masculinas e femininas). As flores masculinas localizam-se na base dos rebentos anuais. Os amentilhos femininos, rosados, localizam-se no topo dos rebentos anuais. As pinhas são cónicas ovóides, simétricas ou quase, castanhas claras e polidas, com 8-23 x 5-8 cm.
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
Região Mediterrânica e costas atlânticas de Portugal, Espanha e França. Introduzido na Bélgica, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul.
CONDIÇÕES AMBIENTAIS
Vegeta bem na grande maioria dos solos com excepção dos solos com muito calcário solúvel (pH elevado). Encontra-se em melhores condições em zonas com precipitação média anual superior a 800 mm, com pelo menos 100 mm no período estival.
PROPAGAÇÃO
Propaga-se por semente com muita facilidade, embora a larga maioria dos povoamentos seja obtida por plantação.
HISTÓRIA E UTILIZAÇÕES
Fazendo parte da história natural da Península Ibérica, a área de distribuição do Pinheiro-bravo começou a aumentar por intervenção humana a partir dos séculos XII e XIII, principalmente devido à sua utilização na contenção das dunas litorais. A partir do final do século XIX, e principalmente a partir da década de 40 do século XX, a área de pinheiro-bravo aumentou através da expansão para regiões serranas do interior do país.
As utilizações principais do Pinheiro-bravo são as madeiras (pranchas, aglomerados e outras utilizações) e a produção de resina.
LEITURAS RECOMENDADAS
Coutinho, A. (1936). Esbôço de uma flora lenhosa portuguesa. Vol III - Tomo I. Serviços Florestais.Lisboa.
Humpries, C., Press, J., e Sutton, D. (1981). The Hamlyn Guide to Trees of Britain and Europe. Hamlyn. London.
Monteiro Alves, A (1982) Técnicas de Produção Florestal. INIC.Lisboa
C.R.C. (adaptado) - Naturlink
Azevinho
TAXONOMIA
O azevinho (Ilex aquifolium L.) pertence à família Aquifoliaceae (Aquifoliácias), a qual contém diversas espécies de árvores e arbustos espalhadas pelos trópicos e países temperados.
CARACTERÍSTICAS GERAIS E MORFOLÓGICAS
Possui um porte arbustivo ou arbóreo, podendo alcançar, no segundo caso, uma altura de 8-10 metros. O ritidoma (casca do tronco) é liso e esverdeado. As folhas têm uma forma oblonga ou ovado-oblonga e são alternas, muito rígidas e coriáceas, muito reluzentes. As margens são onduladas e possuem dentes espinhosos. Em estados de desenvolvimento avançados das árvores, estes espinhos tendem a desaparecer.
As flores têm uma cor branca ou rosácea. Nascem solitárias ou em ramalhetes nas zonas de inserção das folhas.
São plantas que possuem flores funcionalmente unissexuadas ou mais raramente hermafroditas, ainda que cada uma apresente vestígios do outro sexo na forma de um óvulo rudimentar ou de filamentos estaminais com anteras estéreis. O cálice e a corola têm 4, raramente 5, elementos e estão ligeiramente soldadas na base. Os estames são em igual número às pétalas, alternando com estas.
O fruto é carnoso, muito apelativo aos insectos pela sua cor vermelha ou amarela viva. Floresce de Abril a Junho. Os frutos amadurecem em Outubro mas mantêm-se na árvores durante muito tempo.
UTILIZAÇÕES
É cultivada como planta ornamental, usada principalmente para adornos natalícios. A sua procura do azevinho para este fim foi tão intensa que acabou por levar à proibição da sua recolha no nosso país, sendo hoje bastante rara enquanto planta espontânea.
A sua madeira é de cor branca ou acinzentada, de textura fina e uniforme. É muito pesada, não flutuando na água. É muito dura, sendo difícil de trabalhar, mas é muito boa como combustível para lareiras.
É uma espécie muito utilizada para sebes dado suportar muito bem as podas.
A parte interna do ritidoma, cozida durante 7-8 horas, deixada a fermentar entre 2 a 5 semanas e pulverizada e lavada com água, dá origem a uma goma usada para caçar pássaros.
Tem também algumas utilizações medicinais. Às suas folhas são atribuídas propriedades diuréticas. Os frutos são purgantes e provocam o vómito.
LEITURAS RECOMENDADAS
Gonzalez, G. L. (1991). La Guia de Incafo de los arborles e arbustos de La Peninsula Iberica. Incafo, S.A. Madrid.
Nuno Cruz António (adaptado)- Naturlink
Rena - Rangifer tarandus
As Renas são mamíferos herbívoros que habitam na Tundra Ártica (Canadá, Alasca, Rússia, Gronelândia e norte Europeu).
São animais de grande porte, podendo atingir os 1,80 - 2m de comprimento e uma altura, ao nível das espáduas, de 1,15 m. O macho , mais pesado do que a fêmea pode atingir os 136 Kg enquanto que a fêmea atinge os 90-113 Kg. Possuem cascos flexíveis e bastante largos que lhes permitem, por um lado, andar sobre a neve e sobre a lama sem se afundarem, e, por outro lado, escavar a neve à procura de comida.
Têm os 5 sentidos muito apurados.
A pele é espessa e revestida por duas camadas de pêlos, uma mais exterior, de pêlos delicados e outra mais interior muito densa. A cor varia, podendo ir do branco ao cinzento escuro, mas normalmente apresentam uma tonalidade acastanhada ou acinzentada, com partes mais claras.
É a única espécie de cervídeo em que os machos e as fêmeas têm chifres se bem que os das fêmeas sejam mais pequenos e simples do que os dos machos.
Os machos utilizam-nos para competir com machos rivais na altura do acasalamento, no Outono, enquanto que as fêmeas os usam para proteger as crias dos predadores. Quando uma cria se encontra ameaçada, as fêmeas do grupo circundam-na virando os chifres para o predador, numa atitude nítida de intimidação. Os machos podem ou não participar desta manobra, mas quando se trata de elementos do seu grupo familiar é mais provável que participem. Todavia a utilização dos chifres é só feita em último recurso. A primeira reacção é, normalmente, a de fugir do perigo.
Vivem em rebanhos liderados, geralmente, pelo macho que possui os chifres maiores. Estes rebanhos, no Verão, são formados principalmente por fêmeas e filhotes. No Outono os machos solitários juntam-se aos rebanhos e competem com machos rivais para reunir grupos de fêmeas e acasalar.
No Verão alimentam-se, sobretudo, de ervas; no Inverno comem líquenes que obtém esgravatando a neve.
Como forma de se adaptar às condições inóspitas da Tundra, no fim do Verão migram para regiões onde as condições climáticas são menos agrestes.
São bons nadadores e corredores velozes, o que lhes permite escapar aos predadores - lobos, linces e ursos. Os lobos são capazes de caçar um adulto, sobretudo se for fraco ou velho e algumas águias e ursos devoram as crias. São também atacados por mosquitos (e outros insectos) que chegam a ingerir 100 gramas de sangue de um animal por dia.
Acasalam em Setembro/Outubro e a gestação é de 33 a 35 semanas. Em Maio/Junho, quando a neve se encontra já parcialmente derretida, nascem 1 ou 2 crias, que são capazes de correr logo a seguir. Nessa altura há mais alimento para as mães, o que lhes permite amamentar as crias.
Estes animais encontram-se muito bem adaptados ao Ártico, o que faz com que sejam considerados uma espécie bem sucedida. Podem ser encontrados em várias regiões do planeta junto ao Círculo Polar Ártico, não obstante poderem tomar diferentes designações, como por exemplo Caribus, na América do Norte. No entanto, apesar de designações diferentes, trata-se de uma única espécie.
Em algumas regiões são domesticadas pelo Homem e utilizados como animais de carga, puxando trenós e carros, para transporte de mercadorias e de habitantes das regiões árticas. Por vezes são também criadas ou caçadas devido à sua carne, leite, pele (usada para fabricar tendas, botas e peças de vestuário) e chifres (para cabos de facas,colheres, etc; os dos animais mais jovens são usados para extrair gelatina).
Bibliografia
Enciclopédia da Natureza. Globo multimédia
http://www.itv.se/boreale/bovts.htm
http://www.mda.state.mi.us/kids/countyfair/animals/reindeer/
Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Editorial Enciclopédia, Lda
Fonte: www.minerva.uevora.pt
2007-12-19
Rio Azibo

Rio Azibo é um rio português, com comprimento de 50 km, afluente da margem direita do Sabor que nasce na Serra da Nogueira no concelho de Bragança perto de Rebordainhos. Atravessa o concelho de Macedo de Cavaleiros, onde foi construída a Barragem do Azibo, perto de Santa Combinha e vai desaguar no rio Sabor perto de Castro Vicente no concelho de Mogadouro.
Fonte Wikipédia
2007-12-18
Nave 'Deep Impact' rumo ao Hartley 2
A NASA aprovou a comutação do destino da missão Epoxi - que junta os projectos de investigação Extras--Solar Planet Observation e Deep Impact Extended Observation - para novas coordenadas. A nave ruma agora para um encontro, de proximidade, com o cometa Hartley 2. A passagem mais próxima desse corpo está agendada para o dia 11 de Outubro de 2010. A missão custará perto de 28 milhões de euros e tira partido da nave Deep Impact, pré-existente.
Essa passagem, em 2010, colocará a nave a apenas 1000 quilómetros do cometa. O equipamento empregue para conduzir o aparelho e as investigações é em tudo semelhante ao que foi usado na missão junto do cometa Tempel 1, em Julho de 2005. O Hartley 2, que a Epoxi vai explorar, poderá vir a ser identificado numa nova classe de cometas.
Além de investigar o cometa Hartley 2, a pequena nave vai apontar o maior dos seus dois telescópios a dois sistemas solares já identificados. Esta missão de observação para lá do nosso sistema solar decorrerá em finais de Janeiro de 2008, e permitirá estudar as propriedades de planetas gigantes, os seus sistemas de anéis e luas. A observação procurará ainda a identificação de eventuais planetas com massa aproximada à da Terra. Nestas observações, revelou a NASA, a Terra será encarada como se de um eventual planeta extra-solar se tratasse, do seu conhecimento podendo partir dados e valores que se tornem referência de comparação na caracterização dos novos mundos que se venha a descobrir.
Para Drake Deming, investigador principal da missão Epoxi no Godard Flight Space Centre, "a busca de sistemas planetários extra-solares representa o mais intrigante espaço de exploração do nosso tempo". Através da missão que coordena, afirma ainda que "temos o potencial para poder descobrir novos mundos e até mesmo analisar a luz que emitem e, talvez, descobrir que tipo de atmosfera possuem".
A mudança do rumo da missão e dos seus objectivos decorreu de uma incapacidade em localizar o seu alvo primordial. "Ao ser-nos impossível encontrar o cometa Boethin, optámos por uma solução alternativa", justifica Tom Duxbury, o project maganer da missão Epoxi no laboratório da NASA em Passadena, na Califórnia. O novo alvo, ou seja, o Hartley 2, é para ele "tão interessante quanto o primeiro, com a diferença de estar, contudo, a dois anos de distância". Michael A'Heam, investigador da Universidade de Maryland, acrescenta que o cometa Hartley 2 "é cientificamente tão interessante quanto o Boethin porque ambos têm núcleos activos relativamente pequenos".
O reajustar das coordenadas de voo da missão Epoxi, iniciado em Novembro, levará a nave a uma passagem próxima da Terra a 31 de Dezembro. Aí ficará em órbita estacionária, até que chegue a janela ideal de lançamento para o encontro ideal com o cometa Hartley 2, em 2010.
DN de 17 Dezembro 2007
Essa passagem, em 2010, colocará a nave a apenas 1000 quilómetros do cometa. O equipamento empregue para conduzir o aparelho e as investigações é em tudo semelhante ao que foi usado na missão junto do cometa Tempel 1, em Julho de 2005. O Hartley 2, que a Epoxi vai explorar, poderá vir a ser identificado numa nova classe de cometas.
Além de investigar o cometa Hartley 2, a pequena nave vai apontar o maior dos seus dois telescópios a dois sistemas solares já identificados. Esta missão de observação para lá do nosso sistema solar decorrerá em finais de Janeiro de 2008, e permitirá estudar as propriedades de planetas gigantes, os seus sistemas de anéis e luas. A observação procurará ainda a identificação de eventuais planetas com massa aproximada à da Terra. Nestas observações, revelou a NASA, a Terra será encarada como se de um eventual planeta extra-solar se tratasse, do seu conhecimento podendo partir dados e valores que se tornem referência de comparação na caracterização dos novos mundos que se venha a descobrir.
Para Drake Deming, investigador principal da missão Epoxi no Godard Flight Space Centre, "a busca de sistemas planetários extra-solares representa o mais intrigante espaço de exploração do nosso tempo". Através da missão que coordena, afirma ainda que "temos o potencial para poder descobrir novos mundos e até mesmo analisar a luz que emitem e, talvez, descobrir que tipo de atmosfera possuem".
A mudança do rumo da missão e dos seus objectivos decorreu de uma incapacidade em localizar o seu alvo primordial. "Ao ser-nos impossível encontrar o cometa Boethin, optámos por uma solução alternativa", justifica Tom Duxbury, o project maganer da missão Epoxi no laboratório da NASA em Passadena, na Califórnia. O novo alvo, ou seja, o Hartley 2, é para ele "tão interessante quanto o primeiro, com a diferença de estar, contudo, a dois anos de distância". Michael A'Heam, investigador da Universidade de Maryland, acrescenta que o cometa Hartley 2 "é cientificamente tão interessante quanto o Boethin porque ambos têm núcleos activos relativamente pequenos".
O reajustar das coordenadas de voo da missão Epoxi, iniciado em Novembro, levará a nave a uma passagem próxima da Terra a 31 de Dezembro. Aí ficará em órbita estacionária, até que chegue a janela ideal de lançamento para o encontro ideal com o cometa Hartley 2, em 2010.
DN de 17 Dezembro 2007
Rio Azibo
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