Uma actividade vulcânica pode ter começado na Lua há 4,35 mil milhões de anos, pouco após a formação da Terra, revela um estudo a aparecer hoje na revista Nature.
O vulcanismo ter-se-á iniciado quando a crosta do satélite natural da Terra estava ainda em formação, segundo os investigadores Kentaro Terada e Mahesh Anand, da Universidade de Hiroshima e da Open University, respectivamente.
Estas conclusões foram obtidas após a análise e a datação de minerais de um meteorito proveniente da Lua, o Kalahari 009.
Alguns dos minerais estavam ligados a fragmentos de magma cristalizado proveniente das mais antigas erupções que ocorreram nas planícies da Lua.
Segundo os investigadores, a datação da Kalahari 009 foi realizada a partir de cinco grãos de fosfato encontrados na rocha.
Outras amostras lunares de origem vulcânica foram trazidas no início dos anos 70, após as missões lunares do Apollo, mas eram todas mais recentes, tendo apenas entre 3,5 e 3,9 mil milhões de anos, o que fazia pensar que o vulcanismo apenas tinha surgido no astro há menos de 3,9 mil milhões de anos.
O meteorito Kalahari 009, uma rocha com 13,5 quilos, foi encontrado no Botsuana em 1999.
Diário Digital / Lusa
06-12-2007 0:20:00
2007-12-09
Estudo: Origem da biodiversidade ligada ao ciclo do carbono
Antes da multiplicação do número de espécies na Terra, há 550 milhões de anos, esta conheceu um período de gelo, mas segundo um novo estudo teórico, o «Big-Bang» explica-se por um ciclo do carbono e não pela actividade dos vulcões.
Segundo a teoria mais conhecida, as erupções vulcânicas teriam permitido, através da libertação de grandes quantidades de CO2, o aquecimento necessário para que a Terra saísse do estado de gelo intenso durante o qual a fotossíntese cessou.
No entanto, segundo um novo estudo de três investigadores da universidade de Toronto, no Canadá, publicado esta semana na revista Nature, «uma zona significativa da superfície oceânica não atingida pelo gelo pôde subsistir no Equador», durante as glaciações que ocorreram há 850 - 635 milhões de anos.
Se o oceano não gelou, com a queda das temperaturas, grandes quantidades de oxigénio chegaram ao fundo dos oceanos, provocando a oxidação do carbono orgânico formado pela fotossíntese nas águas de superfície.
Uma parte deste CO2 pôde depois ser libertado para a atmosfera, contribuindo para o seu aquecimento.
«A solubilidade do oxigénio na água do mar controla a remineralização do carbono orgânico de tal forma que o nível de CO2 não pode cair abaixo de um nível onde se produziria um estado de arrefecimento permanente» da Terra, afirmam Richard Peltier, Yonggang Liu e John Crowley.
Assim, o fim do período glaciar não estaria forçosamente ligado a um súbito surgimento de níveis muito elevados de CO2 na atmosfera (causado pelas erupções vulcânicas).
Segundo a teoria em voga até hoje, a calote glaciar e de neve que cobria o planeta impediu o aquecimento ao reflectir a luz solar, até que as erupções vulcânicas libertaram CO2 suficiente para permitir o aparecimento da maioria das espécies animais e vegetais.
Diário Digital / Lusa
06-12-2007 7:09:00
Segundo a teoria mais conhecida, as erupções vulcânicas teriam permitido, através da libertação de grandes quantidades de CO2, o aquecimento necessário para que a Terra saísse do estado de gelo intenso durante o qual a fotossíntese cessou.
No entanto, segundo um novo estudo de três investigadores da universidade de Toronto, no Canadá, publicado esta semana na revista Nature, «uma zona significativa da superfície oceânica não atingida pelo gelo pôde subsistir no Equador», durante as glaciações que ocorreram há 850 - 635 milhões de anos.
Se o oceano não gelou, com a queda das temperaturas, grandes quantidades de oxigénio chegaram ao fundo dos oceanos, provocando a oxidação do carbono orgânico formado pela fotossíntese nas águas de superfície.
Uma parte deste CO2 pôde depois ser libertado para a atmosfera, contribuindo para o seu aquecimento.
«A solubilidade do oxigénio na água do mar controla a remineralização do carbono orgânico de tal forma que o nível de CO2 não pode cair abaixo de um nível onde se produziria um estado de arrefecimento permanente» da Terra, afirmam Richard Peltier, Yonggang Liu e John Crowley.
Assim, o fim do período glaciar não estaria forçosamente ligado a um súbito surgimento de níveis muito elevados de CO2 na atmosfera (causado pelas erupções vulcânicas).
Segundo a teoria em voga até hoje, a calote glaciar e de neve que cobria o planeta impediu o aquecimento ao reflectir a luz solar, até que as erupções vulcânicas libertaram CO2 suficiente para permitir o aparecimento da maioria das espécies animais e vegetais.
Diário Digital / Lusa
06-12-2007 7:09:00
2007-12-07
A Intervenção Humana na Preservação das Espécies
Dada a quase omnipresente presença humana no planeta, a conservação da Natureza está, cada vez mais, dependente da intervenção directa do Homem, na forma de acções de preservação ambiental de diversos tipos que é importante conhecer.
Bruno Pinto
A necessidade de gestão de habitats e espécies advém do facto de algumas áreas degradadas já não serem capazes de manter a diversidade biológica que possuem por processos naturais. Em áreas quase intocadas como a maior parte da Antárctica, não há razão para interferir com estes processos e por isso os biólogos apenas têm de garantir que estas se mantêm bem conservadas. No entanto, a maioria dos ecossistemas foram tão alterados, que a sobrevivência de algumas espécies depende da intervenção Humana. Este texto foca alguns dos casos em que se justifica esta intervenção e de que forma contribui para a conservação de espécies.
Um dos motivos mais comuns para a gestão de determinado habitat é que certas espécies são dependentes de vegetação que precisa de ser mantida pela intervenção Humana. Por exemplo, o Coelho-bravo precisa de áreas fechadas de matagal mediterrânico que usa como protecção contra predadores, intercaladas com áreas abertas de gramíneas de que se alimenta. Estas áreas abertas eram anteriormente mantidas pela acção de fogos naturais e por herbívoros silvestres como o veado, o corço e mesmo o coelho-bravo, que agora estão ausentes ou existem em baixas densidades. Na ausência destes factores naturais que contribuem para a abertura do matagal mediterrânico, é necessário fazer uma gestão de habitat para as criar artificialmente.
Quando uma população se encontra em risco de extinção, pode ser necessário acrescentar indivíduos de outra população para recuperá-la. No entanto, existem situações em que não é possível conservar uma espécie em estado selvagem. Por exemplo, a conservação do toirão-das-patas-negras nos EUA dependeu da reprodução em cativeiro dos últimos 18 indivíduos que existiam em estado selvagem. Estes animais foram postos em cativeiro por forma a evitar as doenças que dizimaram as populações selvagens e também para garantir que os seus descendentes não tivessem elevados níveis de consanguinidade.
As técnicas de reprodução em cativeiro e de reintrodução têm melhorado bastante nas duas últimas décadas, possibilitando assim a reprodução de espécies que se julgava impossível há uns anos atrás. A reprodução em cativeiro de animais selvagens é uma medida de último recurso e tem de ser acompanhada de acções que eliminem ou reduzam os factores de ameaça à espécie, de modo que seja possível repô-la na Natureza. Por exemplo, o sucesso da recuperação do toirão-das-patas-negras apenas foi possível graças ao eficiente programa de reprodução em cativeiro, mas também devido a acções de recuperação e protecção do seu habitat. Sem estas acções, não teria sido possível reintroduzir os animais no seu meio natural.
A gestão de habitats e espécies também se justifica quando espécies exóticas se tornam invasoras. Estas têm a capacidade de eliminar espécies nativas, sendo por isso necessário o seu controlo. Como é difícil a sua erradicação completa, pode ser necessária uma gestão permanente destas espécies. Por exemplo, o chorão é uma planta exótica invasora que se tem expandido na Reserva Natural das Berlengas, pondo em perigo espécies de plantas que apenas se encontram naquela ilha. Assim, tem-se cortado regularmente o chorão, de modo a controlar o seu crescimento por forma a permitir que essas espécies subsistam. Espécies exóticas invasoras podem também causar grandes prejuízos económicos. Por exemplo, o coelho- bravo é uma espécie exótica invasora na Austrália, tendo provocado a extinção de espécies animais e vegetais nativas mas também graves danos na agricultura calculados em milhares de dólares por ano.
Por último, a intervenção Humana também se justifica no caso de habitats em que a vegetação está bastante degradada. Por exemplo, suponhamos que há um local de extracção de pedra que foi abandonado. Se deixarmos que haja uma regeneração natural da vegetação, o processo pode demorar um longo período de tempo. Ao fazer uma restauração do habitat pela plantação de espécies autóctones, aceleramos o processo de recuperação do habitat, minimizando a erosão do solo e garantido que as espécies que ali existiam anteriormente são repostas naquela área.
Em resumo, nalguns ecossistemas degradados, é necessária a intervenção Humana para garantir a manutenção de espécies aí existentes. Esta intervenção poderá ser feita para impedir a extinção de espécies pela sua gestão directa, para controlar espécies exóticas invasoras ou recuperar áreas de vegetação degradada. O futuro da diversidade biológica depende destas acções, mas idealmente estas deveriam ser assumidas de novo pela Natureza.
Bibliografia
Primack, R.B. (1998). Essentials of conservation biology. Sinauer Associates.
Sutherland, W.J. (1998). Conservation science and action. Blackwell Science.
Tucker, G.M. e Evans, M.I. (1997). Habitats for birds in Europe : a conservation strategy for the wider environoment. Cambridge, U.K. : Birdlife International (Birdlife Conservation Series nº 6).
Bruno Pinto
A necessidade de gestão de habitats e espécies advém do facto de algumas áreas degradadas já não serem capazes de manter a diversidade biológica que possuem por processos naturais. Em áreas quase intocadas como a maior parte da Antárctica, não há razão para interferir com estes processos e por isso os biólogos apenas têm de garantir que estas se mantêm bem conservadas. No entanto, a maioria dos ecossistemas foram tão alterados, que a sobrevivência de algumas espécies depende da intervenção Humana. Este texto foca alguns dos casos em que se justifica esta intervenção e de que forma contribui para a conservação de espécies.
Um dos motivos mais comuns para a gestão de determinado habitat é que certas espécies são dependentes de vegetação que precisa de ser mantida pela intervenção Humana. Por exemplo, o Coelho-bravo precisa de áreas fechadas de matagal mediterrânico que usa como protecção contra predadores, intercaladas com áreas abertas de gramíneas de que se alimenta. Estas áreas abertas eram anteriormente mantidas pela acção de fogos naturais e por herbívoros silvestres como o veado, o corço e mesmo o coelho-bravo, que agora estão ausentes ou existem em baixas densidades. Na ausência destes factores naturais que contribuem para a abertura do matagal mediterrânico, é necessário fazer uma gestão de habitat para as criar artificialmente.
Quando uma população se encontra em risco de extinção, pode ser necessário acrescentar indivíduos de outra população para recuperá-la. No entanto, existem situações em que não é possível conservar uma espécie em estado selvagem. Por exemplo, a conservação do toirão-das-patas-negras nos EUA dependeu da reprodução em cativeiro dos últimos 18 indivíduos que existiam em estado selvagem. Estes animais foram postos em cativeiro por forma a evitar as doenças que dizimaram as populações selvagens e também para garantir que os seus descendentes não tivessem elevados níveis de consanguinidade.
As técnicas de reprodução em cativeiro e de reintrodução têm melhorado bastante nas duas últimas décadas, possibilitando assim a reprodução de espécies que se julgava impossível há uns anos atrás. A reprodução em cativeiro de animais selvagens é uma medida de último recurso e tem de ser acompanhada de acções que eliminem ou reduzam os factores de ameaça à espécie, de modo que seja possível repô-la na Natureza. Por exemplo, o sucesso da recuperação do toirão-das-patas-negras apenas foi possível graças ao eficiente programa de reprodução em cativeiro, mas também devido a acções de recuperação e protecção do seu habitat. Sem estas acções, não teria sido possível reintroduzir os animais no seu meio natural.
A gestão de habitats e espécies também se justifica quando espécies exóticas se tornam invasoras. Estas têm a capacidade de eliminar espécies nativas, sendo por isso necessário o seu controlo. Como é difícil a sua erradicação completa, pode ser necessária uma gestão permanente destas espécies. Por exemplo, o chorão é uma planta exótica invasora que se tem expandido na Reserva Natural das Berlengas, pondo em perigo espécies de plantas que apenas se encontram naquela ilha. Assim, tem-se cortado regularmente o chorão, de modo a controlar o seu crescimento por forma a permitir que essas espécies subsistam. Espécies exóticas invasoras podem também causar grandes prejuízos económicos. Por exemplo, o coelho- bravo é uma espécie exótica invasora na Austrália, tendo provocado a extinção de espécies animais e vegetais nativas mas também graves danos na agricultura calculados em milhares de dólares por ano.
Por último, a intervenção Humana também se justifica no caso de habitats em que a vegetação está bastante degradada. Por exemplo, suponhamos que há um local de extracção de pedra que foi abandonado. Se deixarmos que haja uma regeneração natural da vegetação, o processo pode demorar um longo período de tempo. Ao fazer uma restauração do habitat pela plantação de espécies autóctones, aceleramos o processo de recuperação do habitat, minimizando a erosão do solo e garantido que as espécies que ali existiam anteriormente são repostas naquela área.
Em resumo, nalguns ecossistemas degradados, é necessária a intervenção Humana para garantir a manutenção de espécies aí existentes. Esta intervenção poderá ser feita para impedir a extinção de espécies pela sua gestão directa, para controlar espécies exóticas invasoras ou recuperar áreas de vegetação degradada. O futuro da diversidade biológica depende destas acções, mas idealmente estas deveriam ser assumidas de novo pela Natureza.
Bibliografia
Primack, R.B. (1998). Essentials of conservation biology. Sinauer Associates.
Sutherland, W.J. (1998). Conservation science and action. Blackwell Science.
Tucker, G.M. e Evans, M.I. (1997). Habitats for birds in Europe : a conservation strategy for the wider environoment. Cambridge, U.K. : Birdlife International (Birdlife Conservation Series nº 6).
2007-11-12
O Investimento Europeu na ESA e as Futuras Missões até 2025
10-Nov-2007 - esquerda.net
Foi recentemente seleccionado o conjunto de futuras missões espaciais do programa científico da ESA, intitulado Cosmic Vision. Este programa abrange as missões a lançar entre 2015 e 2025 às quais foi lançado o desafio de responder a quatro perguntas:
1. Quais são as condições para a formação de planetas e de vida?
2. Como funciona o sistema solar?
3. Quais são as leis fundamentais da física que regem o Universo?
4. Como se formou o Universo e qual a sua constituição?
Artigo de Rui Curado Silva, investigador no Departamento de Física da Universidade de Coimbra As missões agora escolhidas destinam-se a um período inicial cujo lançamento se deverá realizar até 2020. No total de oito, estas missões serão reduzidas a quatro que serão efectivamente lançadas, após uma fase de avaliação que durará dois anos. Entre as oito missões referidas, quatro missões são dedicadas à astrofísica, abrangendo assuntos que vão desde o estudo da matéria escura à descoberta de novos exoplanetas. As restantes quatro missões destinam-se ao estudo do Sistema Solar, em particular ao estudo dos sistemas planetários de Júpiter e de Saturno, à recolha de matéria de asteróides e ao estudo de plasmas que envolvem a Terra.
O programa espacial da ESA tem cerca de 15 satélites a operar em permanência. O seu programa científico rivaliza com o programa da NASA e está claramente à frente nas missões de observação do Universo, nos grandes telescópios espaciais que cobrem os todos comprimentos onda observáveis a partir do espaço: do infravermelho aos raios gama. No entanto, a actual primazia da ESA está em causa dado o fraco incremento dos últimos orçamentos elaborados pelos conselhos de ministros europeus, cronicamente abaixo das perdas geradas pela inflação europeia. Apesar de os EUA apresentarem um PIB similar ao da Europa, a NASA tem um orçamento cinco vezes superior ao orçamento da ESA. Seria talvez tempo de a Europa reflectir a sério sobre o seu programa espacial, sobretudo tendo em conta o comprovado impacto positivo na sociedade que decorre do desenvolvimento de tecnologias espaciais. Por exemplo, duas tecnologias de uso generalizado de origem "espacial" são: o código de barras e a máquina fotográfica digital.
No plano nacional, o Programa Dinamizador das Ciências e Tecnologias do Espaço foi suspenso pelo Ministério da Ciência indefinidamente desde o início de 2006, na pior altura, precisamente quando o Programa Cosmic Vision foi lançado pela ESA. Actualmente existem duas participações portuguesas na definição de prováveis missões futuras da ESA. Um consórcio composto pela Faculdade de Ciências de Lisboa, pela Universidade de Coimbra e pelo Centro de Astrofísica do Porto participa no grupo de trabalho para análise dos dados da missão Gaia. A Universidade de Coimbra e a Universidade de Évora estão envolvidas no grupo de trabalho que projecta e desenvolve os instrumentos do plano focal de um novo telescópio de raios gama a propor ao Cosmic Vision: o Gamma-Ray Imager.
Foi recentemente seleccionado o conjunto de futuras missões espaciais do programa científico da ESA, intitulado Cosmic Vision. Este programa abrange as missões a lançar entre 2015 e 2025 às quais foi lançado o desafio de responder a quatro perguntas:
1. Quais são as condições para a formação de planetas e de vida?
2. Como funciona o sistema solar?
3. Quais são as leis fundamentais da física que regem o Universo?
4. Como se formou o Universo e qual a sua constituição?
Artigo de Rui Curado Silva, investigador no Departamento de Física da Universidade de Coimbra As missões agora escolhidas destinam-se a um período inicial cujo lançamento se deverá realizar até 2020. No total de oito, estas missões serão reduzidas a quatro que serão efectivamente lançadas, após uma fase de avaliação que durará dois anos. Entre as oito missões referidas, quatro missões são dedicadas à astrofísica, abrangendo assuntos que vão desde o estudo da matéria escura à descoberta de novos exoplanetas. As restantes quatro missões destinam-se ao estudo do Sistema Solar, em particular ao estudo dos sistemas planetários de Júpiter e de Saturno, à recolha de matéria de asteróides e ao estudo de plasmas que envolvem a Terra.
O programa espacial da ESA tem cerca de 15 satélites a operar em permanência. O seu programa científico rivaliza com o programa da NASA e está claramente à frente nas missões de observação do Universo, nos grandes telescópios espaciais que cobrem os todos comprimentos onda observáveis a partir do espaço: do infravermelho aos raios gama. No entanto, a actual primazia da ESA está em causa dado o fraco incremento dos últimos orçamentos elaborados pelos conselhos de ministros europeus, cronicamente abaixo das perdas geradas pela inflação europeia. Apesar de os EUA apresentarem um PIB similar ao da Europa, a NASA tem um orçamento cinco vezes superior ao orçamento da ESA. Seria talvez tempo de a Europa reflectir a sério sobre o seu programa espacial, sobretudo tendo em conta o comprovado impacto positivo na sociedade que decorre do desenvolvimento de tecnologias espaciais. Por exemplo, duas tecnologias de uso generalizado de origem "espacial" são: o código de barras e a máquina fotográfica digital.
No plano nacional, o Programa Dinamizador das Ciências e Tecnologias do Espaço foi suspenso pelo Ministério da Ciência indefinidamente desde o início de 2006, na pior altura, precisamente quando o Programa Cosmic Vision foi lançado pela ESA. Actualmente existem duas participações portuguesas na definição de prováveis missões futuras da ESA. Um consórcio composto pela Faculdade de Ciências de Lisboa, pela Universidade de Coimbra e pelo Centro de Astrofísica do Porto participa no grupo de trabalho para análise dos dados da missão Gaia. A Universidade de Coimbra e a Universidade de Évora estão envolvidas no grupo de trabalho que projecta e desenvolve os instrumentos do plano focal de um novo telescópio de raios gama a propor ao Cosmic Vision: o Gamma-Ray Imager.
Antena solar danificada prolonga missão do Discovery
Dois astronautas do vaivém espacial Discovery prenderam terça-feira, com sucesso, um poste com 16 toneladas à Estação Espacial Internacional (ISS) mas a antena solar fixada a este poste foi danificada durante a sua reestruturação.
Pelo menos um dos painéis desta antena solar com duas asas das ISS foi em parte arrancada, segundo as imagens difundidas pela televisão da Nasa.
A antena, com 76 metros de envergadura, começou a ser desdobrada pouco após o fim da instalação do poste, chamado p6, sobre o qual a antena é fixada com um mecanismo de rotação.
A Nasa tirou uma série de fotografias à parte danificada para assim poder avaliar a amplitude dos estragos e examinar o procedimento a seguir para os reparar.
Aparentemente, os cabos externos que mantêm os painéis juntos não foram danificados.
O incidente ocorreu após os dois astronautas do vaivém norte-americano Discovery, Scott Parazynski e Doug Wheelock, terem acabado de instalar o poste no seu local definitivo, quando de uma saída orbital que durou sete horas e oito minutos, e que terminou às 16h55.
Esta foi a terceira saída orbital, de uma série de cinco previstas, para esta missão.
Esta antena solar, a terceira da ISS, tornou-se absolutamente necessária para evitar atrasar a colocação do laboratório europeu Columbus, prevista para o início de Dezembro.
O P6 foi solto do seu local temporário (onde se encontrava desde 2000), no topo da ISS, no domingo, quando da segunda saída orbital dos astronautas.
Preso pelo braço robótico do ISS pilotado a partir do interior pelos astronautas, o poste foi depois agarrado pelo braço robótico do Discovery para ser levado para o seu local definitivo, a 48 metros de distância do temporário.
Terça-feira, Clay Anderson e o novo engenheiro de voo da Expedição 16 da ISS, Daniel Tani, controlaram o braço robótico da Estação enquanto o co-piloto do Discovery, George Zamka e o astronauta Stephanie Wilson manipulavam o braço robótico do vaivém.
Este complicado bailado orbital foi coordenado por Paolo Nespoli, o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia (ESA).
Scott Parazynski, um veterano das saídas orbitais, inspeccionou também o mecanismo de rotação de uma outra antena solar, que está a funcionar normalmente.
Os responsáveis da missão quiseram comparar este mecanismo de rotação com o sistema de rotação defeituoso, que foi descoberto no domingo, de uma antena solar instalada há quarto meses.
Daniel Tani tinha descoberto pequenos fragmentos metálicos e um desgaste anormal do mecanismo que nos últimos dois meses vibrava de forma anormal.
A Nasa confirmou oficialmente segunda-feira a decisão de prolongar por mais um dia a missão do Discovery para efectuar uma inspecção detalhada deste mecanismo de rotação defeituoso.
Assim sendo, dois astronautas deverão efectuar, quinta-feira, uma quarta saída orbital no espaço muito mais prolongada do que a inicialmente prevista.
Esta alteração fará com que o Discovery regresse à terra a 7 de Novembro e não a 6, como estava previsto, devendo assim desamarrar-se da Estação Espacial na segunda-feira.
Diário Digital / Lusa
31-10-2007 7:59:00
Pelo menos um dos painéis desta antena solar com duas asas das ISS foi em parte arrancada, segundo as imagens difundidas pela televisão da Nasa.
A antena, com 76 metros de envergadura, começou a ser desdobrada pouco após o fim da instalação do poste, chamado p6, sobre o qual a antena é fixada com um mecanismo de rotação.
A Nasa tirou uma série de fotografias à parte danificada para assim poder avaliar a amplitude dos estragos e examinar o procedimento a seguir para os reparar.
Aparentemente, os cabos externos que mantêm os painéis juntos não foram danificados.
O incidente ocorreu após os dois astronautas do vaivém norte-americano Discovery, Scott Parazynski e Doug Wheelock, terem acabado de instalar o poste no seu local definitivo, quando de uma saída orbital que durou sete horas e oito minutos, e que terminou às 16h55.
Esta foi a terceira saída orbital, de uma série de cinco previstas, para esta missão.
Esta antena solar, a terceira da ISS, tornou-se absolutamente necessária para evitar atrasar a colocação do laboratório europeu Columbus, prevista para o início de Dezembro.
O P6 foi solto do seu local temporário (onde se encontrava desde 2000), no topo da ISS, no domingo, quando da segunda saída orbital dos astronautas.
Preso pelo braço robótico do ISS pilotado a partir do interior pelos astronautas, o poste foi depois agarrado pelo braço robótico do Discovery para ser levado para o seu local definitivo, a 48 metros de distância do temporário.
Terça-feira, Clay Anderson e o novo engenheiro de voo da Expedição 16 da ISS, Daniel Tani, controlaram o braço robótico da Estação enquanto o co-piloto do Discovery, George Zamka e o astronauta Stephanie Wilson manipulavam o braço robótico do vaivém.
Este complicado bailado orbital foi coordenado por Paolo Nespoli, o astronauta italiano da Agência Espacial Europeia (ESA).
Scott Parazynski, um veterano das saídas orbitais, inspeccionou também o mecanismo de rotação de uma outra antena solar, que está a funcionar normalmente.
Os responsáveis da missão quiseram comparar este mecanismo de rotação com o sistema de rotação defeituoso, que foi descoberto no domingo, de uma antena solar instalada há quarto meses.
Daniel Tani tinha descoberto pequenos fragmentos metálicos e um desgaste anormal do mecanismo que nos últimos dois meses vibrava de forma anormal.
A Nasa confirmou oficialmente segunda-feira a decisão de prolongar por mais um dia a missão do Discovery para efectuar uma inspecção detalhada deste mecanismo de rotação defeituoso.
Assim sendo, dois astronautas deverão efectuar, quinta-feira, uma quarta saída orbital no espaço muito mais prolongada do que a inicialmente prevista.
Esta alteração fará com que o Discovery regresse à terra a 7 de Novembro e não a 6, como estava previsto, devendo assim desamarrar-se da Estação Espacial na segunda-feira.
Diário Digital / Lusa
31-10-2007 7:59:00
Hipermercado abre em Estremoz com inovação ambiental
A Sonae Distribuição inaugura hoje um novo hipermercado em Estremoz, pioneiro na implementação de várias iniciativas ambientais nos centros comerciais em Portugal, disse hoje à agência Lusa fonte do grupo.
De acordo com a empresa, o hipermercado de Estremoz apresenta-se como uma «loja experimental» em termos ambientais, tendo sido «desenvolvido um amplo conjunto de iniciativas pioneiras».
As iniciativas na área do ambiente, implementadas na unidade de Estremoz, pretendem contribuir para a poupança dos consumos de energia e água e para a gestão de resíduos.
No respeitante às soluções, que «são totalmente inovadoras em lojas da Sonae Distribuição», destaca-se na área da produção de energia eléctrica a instalação de painéis solares fotovoltaicos, um aerogerador e um novo sistema centralizado, mais eficiente, de controlo dos consumos energéticos dos equipamentos de frio.
Um colector solar para aquecimento das águas quentes da cafetaria e a utilização em vários equipamentos de lâmpadas de tecnologia LED (de muito baixo consumo) são outras das iniciativas implementadas.
Em relação à poupança dos consumos de água, entre outras medidas, a empresa vai utilizar a água de um poço existente na propriedade para alimentação do sistema de rega.
Inédito nas lojas Modelo, em relação à gestão de resíduos, é o «Espaço Eco- Modelo», munido de recipientes específicos para a colocação e posterior envio para valorização e reciclagem dos vários resíduos.
(...)
Diário Digital / Lusa
31-10-2007 10:18:00
De acordo com a empresa, o hipermercado de Estremoz apresenta-se como uma «loja experimental» em termos ambientais, tendo sido «desenvolvido um amplo conjunto de iniciativas pioneiras».
As iniciativas na área do ambiente, implementadas na unidade de Estremoz, pretendem contribuir para a poupança dos consumos de energia e água e para a gestão de resíduos.
No respeitante às soluções, que «são totalmente inovadoras em lojas da Sonae Distribuição», destaca-se na área da produção de energia eléctrica a instalação de painéis solares fotovoltaicos, um aerogerador e um novo sistema centralizado, mais eficiente, de controlo dos consumos energéticos dos equipamentos de frio.
Um colector solar para aquecimento das águas quentes da cafetaria e a utilização em vários equipamentos de lâmpadas de tecnologia LED (de muito baixo consumo) são outras das iniciativas implementadas.
Em relação à poupança dos consumos de água, entre outras medidas, a empresa vai utilizar a água de um poço existente na propriedade para alimentação do sistema de rega.
Inédito nas lojas Modelo, em relação à gestão de resíduos, é o «Espaço Eco- Modelo», munido de recipientes específicos para a colocação e posterior envio para valorização e reciclagem dos vários resíduos.
(...)
Diário Digital / Lusa
31-10-2007 10:18:00
2007-11-09
Astrónomos norte-americanos descobrem novo planeta
Cientistas norte-americanos anunciaram a descoberta de um novo planeta que orbita uma estrela fora do nosso sistema solar, o que aumenta as especulações sobre a existência de vida noutras partes do Universo.
Investigadores do Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, informaram que um quinto planeta foi encontrado a orbitar 55 Cancri, uma estrela situada a 41 anos-luz da Terra, na constelação de Câncer.
Geoff Marcy, astrónomo da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que a descoberta mostra que outro sistema solar semelhante ao da Terra pode ser encontrado no espaço.
«A importância (do achado) é maravilhosa. Sabemos agora que o nosso sol e a sua família de planetas são comuns», disse.
«A nossa Via Láctea tem milhões de sistemas planetários (...) e suspeitamos fortemente de que alguns desses sistemas escondem planetas como a Terra», complementa Marcy.
O novo planeta tem 45 vezes a massa da Terra e parece ser semelhante a Saturno na sua composição e aparência.
O planeta realiza uma órbita de 260 dias em torno de 55 Cancri e situa-se na «zona habitável» em torno da estrela, onde as temperaturas permitiriam a presença de água em superfícies sólidas.
07-11-2007 10:45:21 - Diário Digital
Investigadores do Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, informaram que um quinto planeta foi encontrado a orbitar 55 Cancri, uma estrela situada a 41 anos-luz da Terra, na constelação de Câncer.
Geoff Marcy, astrónomo da Universidade da Califórnia, em Berkeley, disse que a descoberta mostra que outro sistema solar semelhante ao da Terra pode ser encontrado no espaço.
«A importância (do achado) é maravilhosa. Sabemos agora que o nosso sol e a sua família de planetas são comuns», disse.
«A nossa Via Láctea tem milhões de sistemas planetários (...) e suspeitamos fortemente de que alguns desses sistemas escondem planetas como a Terra», complementa Marcy.
O novo planeta tem 45 vezes a massa da Terra e parece ser semelhante a Saturno na sua composição e aparência.
O planeta realiza uma órbita de 260 dias em torno de 55 Cancri e situa-se na «zona habitável» em torno da estrela, onde as temperaturas permitiriam a presença de água em superfícies sólidas.
07-11-2007 10:45:21 - Diário Digital
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